Campeãs nas quadras e na vida

 

 

 

A última década foi marcada com a presença majoritária da equipe infantil de vôley feminino da Escola Fraciscana Nossa Senhora de Fátima. Dez anos seguidos vencendo e escrevendo algumas páginas na história do esporte candango. No dia 4 de setembro de 2018, as meninas enfrentaram o Colégio Militar de Brasília e venceram a partida por 3 sets a 0. O primeiro set teve inicio com algumas falhas dos dois lados e o nervosismo de uma final pesou sobre os ombros das atletas. Com o placar equilibrado até a metade do período, os franciscanos começaram a subida até a vitória. Com uma atuação mais concentrada o Fátima abriu 7 pontos, vencendo por 25 a 18.O segundo tempo da partida começou parecido com o anterior, ansiedade e falta de atenção fizeram a torcida se levantar e empurrar as equipes que pareciam se abalar com os erros.  Apesar dos esforços dos militares, a escola Nossa Senhora cravou o placar nos 3 sets e levantou o troféu se consagrando decacampeã dos jogos interescolares do Distrito Federal.

 

                      

 

INFANTO-JUVENIL


Uma bola ali, outra cortada lá, um bloqueio atrás do outro e foi nesse ritmo que as meninas do Fátima fecharam o primeiro set com esmagadores 14 pontos de diferença. Com destaque para os saques que na maioria das vezes eram certeiros e mortais. A hegemonia vista também na categoria inferior parecia sobressair agora com as mais velhas. Mesmo embaladas pela torcida, o time do La Salle engatou em uma sequência de erros, o que resultou em um 25 a 14 para o Nossa Senhora. O desanimo começava a tomar conta das adversárias e ainda assim as franciscanas se mantinham focadas.
Apesar da derrota no primeiro set a equipe do La Salle entrou mais focada no segundo período equilibrando a partida, porém a experiência falou mais alto e o Fátima tornou a abrir 7 pontos. O resultado de uma sequência de erros levou a partida ao empate, o que deu um ar de esperança mas não ajudou pois mais um set finalizado, Nossa Senhora de Fátima 25, Lá Salle 21.

 


Gritos de empolgação e incentivo ecoavam sobre as dependências do ginásio e embaladas pela torcida a equipe do La Salle entra em quadra tão confiante como no início. A cada ponto conquistado elas se sentiam mais empolgadas com uma possível retomada no placar, porém como era de se esperar mais uma vez o favoritismo se confirmou e por 3 sets a 0 a Escola Fátima é pentacampeã e agora é rumo ao brasileiro em Natal.
A Escola Franciscana Nossa Senhora de Fátima se consolida como referência no cenário do vôlei candango há 1 década. Layla Cristina é ex-aluna e atualmente comanda as categorias de base dos times femininos infantil e infanto-juvenil. Com uma trajetória esportiva dentro da instituição, ela se torna apta a convergir com os interesses internos das equipes. O histórico de vitórias começou em 2009 quando Layla participou dando início a um reinado que prospera até os dias atuais.

 

DAS QUADRAS PARA A VIDA


24 anos de idade, 13 de vôlei, 6 anos de estudos e vários títulos na carreira que começou nas quadras ainda uma criança e atualmente carrega o título em duas categorias com atletas de 12 a 17 anos. Assim se faz a carreira de Layla Cristina, que teve seu primeiro contato com o esporte logo aos 11 anos no Centro de esportes (CID), um projeto governamental para a prática de esporte da comunidade. Após dois anos, foi convidada para fazer parte do “Amigos do Vôlei”, iniciativa do treinador Fernando Augusto, a quem futuramente a levaria para a Escola Franciscana Nossa Senhora de Fátima com o benefício de 100% de desconto na mensalidade. “A gente tinha que ser ótima na sala e na quadra”, ela explica dizendo que não bastava ser boa atleta, precisava ser boa aluna também para se manter bolsista.

 

ORGANIZANDO A CASA


Fabrício Carvalho (41), é coordenador de esportes da Escola Fátima e conta que toda iniciativa começou em 2003 quando um projeto chamado “Força Olímpica” cedeu 10 atletas em troca de bolsas de estudo no colégio. Inicialmente a ideia era trazer as melhores para formar uma equipe completa. No mesmo ano que a equipe foi formada, foram campeões do Jogos escolares do Distrito Federal (JEDF). O projeto então, estava consolidado e dali em diante o rumo do voleibol brasiliense mudaria com a trajetória de novos campeões. Ele pontua, que o principal critério da escola é avaliar o desempenho dentro de sala para que se mantenha a bolsa de estudos.
O anos seguintes foram penosos para as equipes posteriores do infantil, pois um jejum de 5 anos criou um intervalo entre 2004 e 2008. A partir de 2009 as meninas embalaram uma sequência de títulos que completou em 2018 o décimo título. Os grandes destaques desse período foram os títulos em 2011 e 2016, primeiro lugar e 2009 e 2015, segundo lugar na etapa nacional, o JEBS.


DE BRASÍLIA PARA O BRASIL


Atuais campeãs, as meninas das duas categorias, se preparam para o Jogos Escolares Brasileiros (JEBS) que reúne os campeões de cada estado para uma competição que esse ano acontecerá em Manaus para as atletas do infantil e Natal para o Infanto-juvenil.

 

Por Henrique Kotnick