depoimentosATIVIDADES DIFERENCIADAS

Dança, Cultura e Aprendizagem.
25 June 2026

Escrito por: Janete Carolina Deters

Ensaios para a Festa Junina unem pesquisa, cultura e protagonismo estudantil. Os ensaios para a tradicional Festa Junina da Escola Franciscana Nossa Senhora de Fátima já começaram. Neste ano, o evento tem como tema "Brasília, os nós que nos unem", valorizando a história, a cultura e os vínculos que fortalecem nossa comunidade.

Como parte da proposta pedagógica, cada turma foi desafiada a criar sua própria coreografia, inspirada na temática da festa. Antes da elaboração das apresentações, os estudantes realizaram pesquisas sobre a história de Brasília, suas tradições, identidade cultural e os elementos que simbolizam a união entre as pessoas. Dessa forma, a construção das danças tornou-se uma experiência significativa de aprendizagem, integrando diferentes áreas do conhecimento e estimulando o protagonismo dos estudantes.

Mais do que uma expressão artística, a dança é uma importante ferramenta para o desenvolvimento integral. Durante esse processo, os alunos aprimoram a coordenação motora, o equilíbrio, a consciência corporal e a criatividade, além de fortalecerem a expressão de sentimentos e emoções.

As atividades também favorecem a convivência, o trabalho em equipe e a cooperação, uma vez que a construção das coreografias exige diálogo, respeito e participação coletiva. Ao mesmo tempo, desenvolvem valores como disciplina, responsabilidade, concentração, autoconfiança e compromisso, competências essenciais para a formação humana e acadêmica.

Na Escola Franciscana Nossa Senhora de Fátima, cada ensaio representa muito mais do que a preparação para uma apresentação: é uma oportunidade de aprender, criar, compartilhar experiências e fortalecer os laços que nos unem, celebrando a cultura, a educação e os valores franciscanos.

A Festa Junina como Culminância do Processo de Aprendizagem.
17 July 2025

Escrito por: Janete Carolina Deters

O desenvolvimento de competências e habilidades demanda responsabilidade, intencionalidade pedagógica e criatividade, possibilitando aos estudantes a apropriação e a produção de múltiplos saberes. Esses conhecimentos, por sua vez, exigem diversas formas de ensinar e aprender.

Na Escola Franciscana Nossa Senhora de Fátima, o aprendizado acontece de maneira significativa: os estudantes aprendem pesquisando, escrevendo, lendo, cantando, brincando e até dançando. A Festa Junina é um exemplo claro desse processo educativo, configurando-se como a culminância de um percurso de aprendizagem que envolve desde a Educação Infantil até o Ensino Médio.

Neste ano, sob o tema “Estão no nosso Arraial personalidades da nossa identidade cultural”, crianças e adolescentes estudaram figuras, costumes e lugares que representam os saberes e práticas que moldam as identidades culturais do povo brasileiro, de norte a sul do país.

As romarias, representadas nas danças das crianças, simbolizaram as diversas formas pelas quais indivíduos e coletividades expressam fé, tradição, conhecimento e vínculos comunitários. Cores, ritmos, vestimentas e coreografias foram frutos de intensas pesquisas e estudos, apresentados com o propósito de evidenciar a pluralidade e a riqueza do mosaico cultural brasileiro.

A todos os pais, familiares e amigos que prestigiaram o evento, oferecemos um espetáculo que vai além da celebração junina: foi a expressão viva de um projeto pedagógico que valoriza a cultura, o conhecimento e a identidade de nosso povo.

 A minha ida para o Fátima é um tanto peculiar e curiosa. Quero recordar alguns elementos que fortificaram minha trajetória fecunda pelo Fátima. Aliás, são 11 anos desde que me formei e muita coisa mudou na minha caminhada.

 Recordo que, no ano de 2007, fui convidado pelo professor Eustáquio para prestar serviço na escola através de uma bolsa de estágio pelo do programa Menor Aprendiz – CIEE. No entanto, diante da minha dedicação e aptidão nos estudos, a Ir. Inês e o Prof. Eustáquio me oferecem uma bolsa integral para estudar no turno oposto a meu estágio na escola através da bolsa socioeconômica. Neste período, eu residia no bairro do Riacho Fundo II. Localidade de extrema pobreza na época. O transporte até a escola era desafiador. No entanto, com muita força e motivação da escola e dos amigos me matriculei no Fátima. As dificuldades foram superadas aos poucos. Tive muitas ajudas com o material, livros, uniforme. Porém, a maior ajuda perpassa a dimensão humana e a formação acadêmica que recebi. E assim, pude com muita graça concluir o Ensino Médio.

 Com licença da escrita, retorno aqui o tema bíblico da gratidão. Como um bom cristão católico aprendi que em tudo devemos dar graças a Deus (Cf. Ts 5,18). Sou grato pelas inúmeras vezes que fui atendido e compreendido pela Escola Fátima, sobretudo na pessoa da professora Solange, conhecida por nós pelo seu sorriso e alegria. Carinhosamente a chamamos de Sol. Na época do Fátima, eu vivia um tempo difícil em minha história. A professora Sol, vendo minhas necessidades conseguiu uma ajuda todo mês a partir de um auxílio. Este auxílio era de uma cesta básica mensal doada pela família do aluno Gabriel Castro à minha família. Assim como a Sol, outros professores, como o professor Fabrício e outros colaboradores do Fátima não deixaram de medir esforços para a minha formação humana. Certamente hoje colho o fruto das ajudas e ensinos no Fátima.

 E quem sou eu? Sou o Ramon Aurélio Junior da Cunha, vulgo “Ramozinho”. Sou natural da cidade de Santos Dumont –MG, e tenho 30 anos. Após a páscoa de minha mãe, na minha cidade natal, fui morar em Brasília com meu Pai. Atualmente sou religioso, seminarista pertencente a Congregação da Missão (Padres e irmãos lazaristas/vicentinos) - Congregação fundada em 1617 por São Vicente de Paulo na França. Sou bacharel em Filosofia (FAVI-PR, 2017), graduando em Teologia e pós-graduando em Juventudes no mundo contemporâneo pela Faculdade Jesuíta (FAJE) em Belo Horizonte-MG.

 Para concluir, gostaria de destacar aqui as experiências magnificas que tive no Fátima como: os retiros do JUFRATIMA; os festivais de música (FESTFRAM), sobretudo às vezes que fui São Francisco no Trânsito de São Francisco na Igrejinha de Fátima; os amigos e funcionários que cativei; destaco também as tardes de estágio em alguns setores da escola que colaboram para minha formação humana. Exupéry na obra: O Pequeno Príncipe afirma que “nós nos tornamos eternamente responsável por aquilo que cativamos”. De certo, esta frase faz sentido no nosso mundo da vida. Manifesto aqui gratidão ao grupo de amigos cativos que ainda mantenho desde a nossa formatura no Fátima. Faço memória afetiva ao encontro anual que realizamos. É sempre uma alegria revê-los, pois nunca perdemos a essência e os valores aprendidos no Fátima. Certamente, os ensinos e as experiências na Escola Franciscana Nossa Senhora de Fátima iluminam as nossas vidas e a nossa práxis humana no mundo hodierno.

Ramon Aurélio